A história de mulheres que em sociedade são perfeitas damas, mas depois que as luzes se apagam e rola um álcool... Ishhh!!!


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Quarta-feira, Março 31, 2004

O primeiro namorado
a gente nunca esquece...


O conheci quando tinha 11 anos. Estava na casa da minha tia, pois meus pais estavam viajnado. E ela, periguete pré-histórica, decidiu que ia sair com as amigas e me deixar aos cuidados de um amigão dela que, na verdade, era apenas uma paixão enrustida.

Ele tinha 25 anos e me recebeu super bem. Tinha até alugado desenhos animados, comprado balinhas... Oh, grande coisa... Sentei no sofá e fiquei olhando para aquele "velho" cabeludo querendo me agradar sem conseguir. Imaginei o quanto era ridículo estarmos ali sem fazer nada. Pra quebrar o gelo, perguntei:

Lady: Você fuma?
Cabeludo: Fumo, porque?
Lady: Eu quero um cigarro.

O silêncio se fez presente pro alguns minutos. Ele levantou, muito apreensivo, e me estendeu o cigarro. Depois disso tudo fluiu. Começamos um papinho ingênuo sobre escolas, amigos, rock'n'roll... e acabei caindo no sono. No outro dia pela manhã fui pra casa com a minha tia bêbada.

O tempo passou.

Dois anos depois o encontrei num show. Ainda cabeludo, holywood red na mão, tatuagem no braço... (meninas de 13 anos se impressionam muito com esses tipinhos). Ficamos o show inteiro conversando e acabei perdendo a carona pra casa. Fomos para o apartmento dele(minha tia podia me pegar lá depois), tomamos vinho, conversamos. Confessei que tinha achado ele meio babaca por ter 27 anos e ainda estar naquele esquema de showzinhos de bandas cover e ele dava umas risadinhas apagadas... Acho que estava pensando na vida vazia...

Apesar de tudo, ficamos amigos. Amigos íntimos. Nunca um homem tinha me contado sobre sua vida (também sexual) tão abertamente quanto ele. E eu, na fase mais curiosa da vida, tentava absorver tudo sobre os assuntos.

Um dia, numa festa, ele me roubou um beijo. Senti que naquela hora me revelaria... O amigo que eu tinha não me conhecia de verdade. Levei ele para um canto e arranquei um puuuta beijo daquela boca que hoje eu conheço muito bem. Fomos nos arrastando para um quarto, mas percebi que ele estava relutante. Tranquei a porta, pedi que ele não dissesse nada e andei em sua direção. Os amassos começaram novamente... e foram esquentando...

Cabeludo: Você quer mesmo?
Lady: Quero agora...

Lembro como se fosse ontem... Fiquei em pé na cama, tirando a calcinha, enquanto ele abria o zíper da calça. Abracei-o, ele me carregou no colo e nos colocamos, naquela mesma posição, sentados na cama. Beijos, suor, sentir seu pênis ereto encostando em minhas coxas... Não precisava de mais nenhum motivo pra entregar-me totalmente.

Foi uma transa muito gostosa e surpreendente. Principalmente pra ele, que só então descobriu, por causa de minhas habilidades, que eu já não era mais virgem.

E foi nesse misto de tesão, admiração e surpresa que começamos a namorar.

Durou quase quatro anos. O Cabeludo (que hoje nem é mais) me ensinou muita coisa da carne, da vida, da arte, da fúria e do amor. Sou a Lady Tramp em grande parte por causa dele, que me fez mulher, me amou, me ensinou a brigar (muitas vezes com ele mesmo) e que nunca me fez esquecer aquela menina que eu era quando nos conhecemos.

First love... we never forget.




Postado por Lady Tramp, em 8:46 PM

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